delírios de momento

25 janeiro 2010

Cidadania

E' stata riconosciuta la mia cittadinanza italiana!
Sim, sou oficialmente uma cidadã italiana! :) Presente de ano novo, que chegou lá em casa em pleno 30 de dezembro de 2009.
Tô bastante atrasada com as informações aqui no blog, mas resolvi retomar o assunto cidadania já que lá em 2005 eu tinha escrito sobre isso. Exatos 4 anos para ela chegar... Foi um tanto árdua a tarefa de organizar toda papelada, documentos, informações. Mas a espera até não "doeu" muito, porque a previsão inicial era demorar 7 anos pra tudo ser autorizado! Coisa boa que chegou antes. Mas também me faz parar pra pensar, rever ideias de futuro, pensar no que está acontecendo no presente... e talvez tenha que me posicionar novamente frente a minha própria vida. Bacana que chegou bem no momento que já estou de viagem marcada e já em contagem regressiva pra ir pra Europa. Pena que acabei riscando a Itália do roteiro desse primeiro passeio. Mas vai ser bom pra eu sentir o clima europeu, conhecer alguns lugares, pessoas e ver como me sinto. Depois vai ficar mais fácil avaliar o que fazer com essa cidadania daqui pra frente.
Mas que é uma super alegria, isso é! Principalmente pelas exatas palavras que usei naquele post em 2005. Eu sempre me senti boa parte italiana.

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21 janeiro 2010

2 coisas que eu odeio

Eu ODEIO dicussão desrespeitosa... odeio quando as pessoas tem que baixar o nível, começar a falar mal da outra, ficar citando ignorâncias pra tentar provar a sua razão.
E eu também ODEIO o fato de que o dinheiro muda tudo. Quando o assunto envolve grana, descamba! A briga piora, o desrespeito aumenta, as pessoas colocam garras de fora que nunca vimos antes.
Junta discussão com dinheiro, só posso ficar mal da barriga, mesmo.
:(

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12 janeiro 2010

2009 / 2010

2010 chegou e fiz aquela reflexão sobre o ano que passou e os desejos pro ano que está aí.

E pensando nos desejos pra 2010, eu vi que se tiver um ano parecido com 2009 não terei nada do que reclamar. Foi um BOM ano! Ficou difícil, depois de ter acontecido várias coisas bacanas, ter cara de pau pra pedir mais coisas ainda.... então, que venha o que tiver que vir, fruto do meu esforço, do meu trabalho e da minha boa vontade! ;)

Mas como 2009 passou em branco aqui no blog, também senti necessidade de redigir sobre as coisas boas que aconteceram, pra ter algum registro, por menor que seja. (aparentemente eu escrevo mais quando não estou tão bem... hehehe)

Então aqui está o 2009 da beta em poucas palavras:

ano novo em floripa; mudança pra casa nova; emprego novo, salário novo, amigos novos; pipe no mestrado; cozinha nova; nascimento do sobrinho João Pedro; aquisição da moto scooter; shows bacanas pra ver; final feliz do processo contra o banco; visita do Lucas – o londrino, que se hospedou lá em casa; conta nova no emprego novo e novos desafios; festas, amigos sempre por perto; experiência com trabalhinho freela; viagens em vários finais de semana e alguns feriados; férias programadas pro ano seguinte, com passagens compradas; casamentos de amigos; bastante contato com a família; amigas Pati e Mirele grávidas; cidadania italiana reconhecida!

Foram várias alegrias. bem bom!

Obrigada 2009! Que 2010 seja tudo que tiver que ser!

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11 novembro 2008

orgulhosos não se entendem

Como o orgulho é um sentimento chato nas pessoas!
Pior é a gente assistir a infelicidade de outros que a gente sabe que bastava engolir um pouco o orgulho pra iniciar um entendimento. Duas pessoas orgulhosas não conseguem se entender... definitivamente. será que alguma hora alguém abre mão?
eu ainda torço pra que um deles veja além do orgulho próprio. até porque, enquanto isso, outras pessoas acabam também feridas, entristecidas, sofrendo.
meu peito tá ficando cansado. acho que eu precisava "pegar" um pouco do orgulho deles pra ver se eu sofria menos.

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06 outubro 2008

a dúvida da maternidade

Sabe aquelas vezes que um mesmo tema parece te rodear? surge na conversa com amigos, aparece na TV dentro do seu programa de entrevistas favorito, vem em notícia de revista... para vários lugares pra onde você olha parece que ele está ali.
Claro que isso pode ser porque você passou a dar mais atenção ao tema agora e daí se deu conta de como ele é falado... mas esse assunto, especificamente, acho que entrou recentemente na pauta de muitos programas, revistas, blogs...
Pois esses dias aconteceu isso comigo de me sentir rodeada assim. E o tema é "querer ou não querer ter filhos"?
A mulher na casa dos trinta chega nessa fase de se perguntar se quer ou não ter filhos (ok, ok, tem aquelas que já nascem sabendo essa resposta ou crescem sonhando em realizar a vontade de ser mãe...). No meu caso, é realmente uma dúvida. Eu não sei se quero ou não quero filhos... (e, na dúvida, melhor não ter, né? hehehe)
Começou numa conversa com uma amiga, em que - não sei como - começamos a falar de nome de filhos! (Tudo bem que se eu tiver um menino ele já tem nome, mas isso não quer dizer que tenho certeza de que vou ter filhos! até porque não tenho!). Daí veio o primeiro programa na TV de 1 hora só falando sobre isso... mostrando pesquisas e apresentando cada vez mais casais que optam por levar uma vida sem filhos. Depois a revista que falava sobre o tema. Amigas de mesma idade e algumas mais velhas discutindo o que pensam a respeito. Meu irmão que vai ser pai pela segunda vez... enfim... foram várias informações que apareceram junto e realmente me fizeram ter um momento de reflexão mais forte sobre isso.
Claro que tudo tem vantagens e desvantagens, e isso não é diferente. Mas são muitas as perguntas a serem respondidas pra se ter certeza de que devemos colocar um filho no mundo. Principalmente nesse mundo que cai na nossa cabeça e se demonstra cruel pra qualquer pessoa. Que coragem colocar um ser do seu ventre pra sofrer com tudo isso, né?
Aí as pessoas vem com a máxima: ah, mas se você for esperar o momento certo, ele nunca vai aparecer. Sempre vai estar faltando alguma coisa pra que o momento seja perfeito pra se ter um filho. O mundo nunca vai ser perfeito e você nunca vai achar que tem dinheiro suficiente ou fez tudo que queria fazer antes de ter um filho. Então tá, decidido. Sem filhos!! hehehehe
Mas é algo maior do que isso, do que uma decisão consciente. é quase uma questão de filosofia, de verdade interior... nem sei bem, até porque ainda não achei a minha resposta mais certa, a minha verdade nesse caso.
alguns julgam que quem não tem filho é o maior dos egoístas... daí aqueles que decidiram não ter filhos retrucam essa afirmação dizendo que egoístas são os pais, que colocam filhos no mundo só pra satisfazer as suas próprias vontades, pra serem o que eles sonham, pra fazer o que eles querem.
e também não tem essa de gostar ou não gostar de crianças, porque acho que pode tanto haver pessoas que amam crianças e não querem ter filhos (e suprem esse amor de outras formas), quanto pessoas que primeiramente não gostam de crianças, mas se derretem quando nasce o seu.
e tem também o ponto de ter tanta coisa pra viver, tanta vontade de fazer e acontecer, tantas loucuras ainda, tanta cabeça pra quebrar, erros pra cometer... que parece não ter espaço pra um filho. e o que contrapõe isso diz que dá pra viver muito, mesmo com filhos. Viver de outra forma, cometer outros erros... Experiências diferentes de vida!
Nesse caso, tudo parece ter seu ponto e contraponto.
O que me faz concluir que ainda tenho muito pra pensar.
Se a decisão tivesse que ser tomada hoje, eu diria que prefiro não ter... mas me ensinaram a nunca dizer nunca!
Com certeza ao menos por uns bons 4 anos não aparece bebê por aqui, não...
(desculpa mãe, desculpa sogra... )

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28 julho 2008

O comentário da Vanesseta no post da "visão sônica" me fez lembrar de uma frase que a minha mãe sempre usava pra nos consolar quando reclamávamos de algo da vida: "Sempre tem coisa, pior, meus filhos..."
Essa frase é MUITO clássica da minha mãe... até as minhas amigas já bem conhecem!! :P
Mas não foi essa a minha intenção ao escrever o texto sobre esse menino... porque não acho que a gente tenha que evitar reclamar de alguma coisa da nossa vida quando está nos afetando - não é pra sentir vergonha por achar os nossos desafios difíceis (apesar de serem menos difíceis do que algo como o que esse menino passou).
Minha mãe demorou quase 60 anos pra aprender isso, mas tem coisas que acontecem com a gente que, naquele momento, pro nosso sentimento, são o pior, sim!!! Eu entendo o que ela dizia... e o consolo que tentava nos dar, pra pensarmos em seguir em frente, que tinha coisa pior na vida... que aquilo não era nada e ia passar... mas putz! eu ficava puta que não podia reclamar de nada pra ela, quando a única vontade que eu tinha era de reclamar... era de choramingar, de dizer que tava sem chão por algo que tinha acontecido... que tava doendo, que eu tava sofrendo, que tava sendo difícil... e ela falar aquilo era como tirar de mim o direito de sentir essa dor, de sofrer!!! e isso não é algo facilmente controlável... muitas vezes não é NADA controlável!
Não bastava eu olhar pro lado e ver que tinha alguém numa pior que eu pra eu me sentir bem. Se fosse assim, acho que seria até meio horrível, sarcástico, como se eu pudesse me satisfazer com o mal sofrido pelos outros.
Eu tenho o direito de me sentir mal... e eu devo, sim, me indignar, sofrer e chorar, inclusive pra conseguir seguir adiante depois de superar o sofrimento!!
Sempre tem coisa pior, é verdade. Mas isso só nós faz ver o quanto esse mundo é difícil.

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15 maio 2008

"guerra"

Incrível como temos percepções muito, MUITO diferentes das coisas. A forma como tu me vê e a forma como eu te vejo devem estar muito equivocadas. Esses olhos que usamos uma pra outra estão problemáticos. Acho que tu tem pensamentos equivocados a meu respeito e lê tudo que eu digo como se eu fosse sempre grosseira e indelicada. Somos muito diferentes e ainda por cima temos dificuldade de aceitar como a outra é.
Definitivamente temos um problema sério entre nós duas e eu não consigo entender de onde vem isso, mas eu não posso baixar a cabeça e aceitar que tu sempre me entenda mal e que eu tenha que sempre pedir desculpa por coisas que eu sei que não foi da forma como tu pensa. Eu fico muito triste que tu não consiga enxergar quem eu sou ou a minha intenção - ao menos quem eu tento ser pra ti, do quanto eu espero o teu respeito e a tua admiração - que eu sei que tu nunca teve.

Tu acha que só tu te magoa com as coisas?
Tu me diz tudo isso, me chama disso e daquilo, e acha que eu fico bem?
tu lê errado e pensa mal de mim em tudo que eu faço e quer que eu aceite?

pelo jeito, vamos passar muitas noites sem dormir, nós duas...

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11 dezembro 2007

toneladas

tem coisas nessa vida que tiram TANTO a força da gente...
como cansa, como pesa...



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08 outubro 2007

manhã de sábado com a Malu

Malu brincando e desenhando no lançamento da AlmaGorda


brincadeira, risada, alegria, correria, sujeira, despreocupação, sinceridade, carinho, manha, questionamento, diversão, fantasia, mundo novo, descobertas... criança é tudo de bom!!

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16 março 2007

despedida

Dia difícil. Domingo dias das mães com o vô no hospital. Ele com as últimas forças, tentando aguentar. Um ano sem comemorações para as mães daquela família, que só aproveitam os abraços daqueles amigos pra receber um pouco mais de energia pra segurar essa barra.

Uma das netas viaja de longe pra ver a mãe e o avô. Essa pode ser a última chance de ver seu avô tão querido, que sempre morou ao lado e nutria um carinho especial por essa neta - e ela por ele. Mas ninguém quer que ela vá vê-lo no hospital. Todos acham melhor que ela mantenha na memória a imagem dele bem, saudável e feliz. Seria muito difícil vê-lo naquela situação, ligado a máquinas, sem poder falar, pálido. Teu vô vai saber que tu queria ter estado com ele, minha filha. Senta sozinha no teu canto, pensa nele, manda tuas energias e lembra dele aqui do teu lado. Feliz, falando contigo. Guarda essa imagem boa...
O dia passa. E ela com aquele aperto no peito, querendo ver seu avô. Final do dia, ela pega o onibus pra voltar pra cidade que mora. Difícil ir embora. Compra uma revista pra ler e tentar mudar o pensamento. Entra no ônibus. No meio do caminho, adormece. E sonha. E o sonho parece ser daquele exato momento que ela está: dentro do ônibus, olhando pela janela, vendo a cidade dela chegando. Mas ela olha pro banco ao lado e está ali sentado o seu avô. E com um sorriso, ela logo fala pra ele: já estamos chegando, vô. Vamos levantando que nós já estamos chegando. O avô, bem sereno e com um olhar profundo naqueles seus olhos azuis, dos quais a neta puxou tanto a cor, quanto a sensibilidade e a facilidade para chorar, disse: você está chegando, minha filha, mas eu ainda tenho bastante pra andar... Você fica bem aqui, que eu vou ficar muito bem por lá. Mas agora eu ainda vou longe...

A neta acorda. E vê que estava exatamente no ponto da cidade em que ela sonhou, chegando ao seu destino. Os olhos quase não continham as lágrimas. De repente a angústia se transformou em um sentimento muito bom. Parece que ela conseguiu guardar a imagem boa que a mãe havia pedido. Logo pensa em ligar pra mãe e contar. Pega o celular, mas estava sem bateria.

Ela desce do ônibus, pega um táxi, chega em casa e a primeira coisa que faz é ligar pra mãe. Mas do outro lado da linha, a mãe mal deixa a filha dar oi e vai dizendo: o vô acaba de falecer, filha.


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01 novembro 2006

saudade do morro pra gritar

Já sei o que eu preciso!!!!
Preciso achar um morro bem alto, num campo, num lugar um tanto distante da civilização, pra subir correndo e gritar com TUDO quando chegar lá em cima... Gritar até perder a voz!

.............


Quando eu era criança, a gente tinha uma fazendinha... um campo lindo, com cavalos, vacas, açude... era tão bom usar umas roupas velhas e ficar correndo de um lado pro outro; passando pela cerca do vizinho pra chegar num córrego e ficar brincando na água; andar no meu cavalo "baio"; me sujar sem limitações; catar azedinha pra comer... e no fim do dia tomar banho em chuveiro de balde, porque não tinha água encanada (eu - que sempre fui pequena, ok - mas era bem pequena na época, mesmo, porque era beeeem criança - cheguei a tomar banho na pia várias vezes... ia pra dentro da pia e o pai me lavava de balde. hehehe). gostava de chegar super cansada fim do dia e dormir cedo, até porque não tinha luz pra gente passar a noite... ficar sem ver TV, sem ouvir nenhum outro barulho que não fosse da natureza. ah, que SAUDADE!!!!!
E a casa dessa fazenda ficava no pé de um morro. Então logo em frente da casa tinha esse morro alto, que subíamos e descíamos incansavelmente. Quando a minha mãe queria "se livrar" da nossa presença irritante de crianças hiperativas, ela mandava a gente subir o morro e gritar muito quando chegasse lá em cima pra "soltar as bruxas". A mãe dizia que gritar era bom. Que liberava as energias carregadas. Ela tava certa.

e definitivamente é disso que eu tô precisando.


tô fechando os olhos agora e visualizando aquele morro, com uma vontade enorme de ter ele aqui na frente agora pra eu subir e gritar.



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03 outubro 2006

bah, tô vendo que cada vez faz mais sentido eu ter tatuado o coração com uma lágrima. esse meu coração que ri e que chora. porque assim é a vida e eu não sou de esconder nem uma coisa, nem outra. e é esse coração que eu tenho, chorão ou sorridente, que faz eu viver, que circula o sangue pelo meu corpo. o sangue que às vezes circula chorão, às vezes sorridente. ;) mas que, circulando, sempre se renova. e continua me levando... apareça a dificuldade que aparecer, seja de onde vier, vai me levando. e me faz como eu sou. quase sempre sorridente por fora. com um coração que tem suas lágrimas por dentro. mas que sempre se renova. por mim, pode vir a próxima lágrima. já tô preparada pra essa que tá chegando. eu sei que meu coração supera.

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