delírios de momento

19 janeiro 2016

Uma boa história do bem gerando o bem!

E eu adoro essas histórias!! 
Via: http://www.naoacredito.com.br/liz-woodward/

A garçonete rabisca ISSO no papel. Quando abre o Facebook 2 horas depois é quase como uma pancada.
Tim Young e Paul Hullings, de Nova Jersey (EUA), são bombeiros de alma e coração. Eles trabalharam durante 12 horas sem pausa para apagar um incêndio. Completamente esgotados, eles se dirigem a uma lanchonete para tomar café às 6h da manhã.
: )
A garçonete escuta os dois homens falando sobre o esforço que acabaram de ter. Quando Tim e Paul pedem a conta, têm uma grande surpresa. Em vez da conta, Liz deu a eles este bilhete:

“Hoje o café de manhã de vocês é por minha conta - obrigada por tudo que vocês fazem; por servir os outros e por correr para dentro dos lugares que todos correm para fora. Não importa o papel de vocês, vocês são corajosos, destemidos e fortes… Obrigado por serem tão ousados e fantásticos todos os dias! Alimentados pelo fogo e guiados pela coragem - que exemplo vocês são. Descansem! =) Liz.”


Quando Tim e Paul leram essa mensagem, seus olhos ficaram marejados. Comovidos, eles agradeceram a garçonete pela gentileza. No Facebook, Tim contou sobre o ocorrido: “Um gesto muito altruísta e bonito. Todos os meus amigos devem apoiar esta lanchonete. E quando Liz for sua garçonete, dê a ela uma gorjeta bem gorda!”

Mas essa história ainda não tinha terminado! Os bombeiros descobrem que o pai de Liz, Steve, ficou tetraplégico há 5 anos. Em um site de doações, Liz tenta desde o inverno passado juntar o dinheiro para comprar um carro adaptado para cadeirantes, para que possa levar o pai aonde quiser. Através do Facebook, o bombeiro Tim faz uma campanha para que as pessoas doem: “Parece muito que a jovem dama que nos deu de comer também precisa de ajuda…”

Então o inacreditável acontece: em poucos dias, mais de 70 mil dólares aparecem na conta de Liz, 17 mil a mais do que o necessário para a compra do veículo. Liz e sua família não podiam ser mais agradecidos: “Tudo que eu fiz foi pagar um café da manhã para eles e eu não esperava nada daí além de um sorriso”, conta Liz. “Isso mostra que as pessoas devem simplesmente ser legais umas com as outras, pois até mesmo um gesto pequeno pode mudar uma vida”.
Essa história é a melhor prova de que quem faz o bem recebe mil vezes de volta. Se esta história de gestos gentis também te tocou profundamente, compartilhe-a com todos os seus amigos!

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11 janeiro 2016

Nossa música para o nascimento do nosso filho

Quando eu pensava sobre como seria o parto, como já disse, uma das coisas que eu pensava era ficar ouvindo música durante o trabalho de parto. Durante a gravidez eu procurava ouvir e deixar o bebê ouvir músicas legais, fossem na letra ou no ritmo. Escolhia músicas calmas, mas também umas animadas que tivessem um ritmo legal. Foi durante a gravidez que eu deixei de escutar notícias no carro de manhã cedo. Descobri que faziam meu dia começar mal, com tanta notícia ruim que se ouve. Passei a apenas ouvir música no caminho pro e do trabalho. 
E envolvidos com músicas para o bebê ouvir, Felipe e eu também escolhemos uma música que dizia o que queríamos dizer para nosso filho desde o nascimento. Ela se tornou o "tema" da gravidez e do nascimento do Nico. Na hora do nascimento tocamos ela pelo celular e ele saiu da barriga ouvindo e também ficou escutando um pouquinho depois. Como ele ouvia na barriga, a ideia era ter um som que ele já estivesse acostumado, além de dizer coisas que queríamos dizer a ele. E essa letra encaixou perfeitamente. Aliás, ela foi escrita pelo Frejat também em dedicação ao filho dele. 
Vai dizer que não é o que todo pai e toda mãe desejam para um filho? É até mesmo o que queremos para nossas vidas. 

Te dedicamos, Nicolas: 

Amor pra recomeçar


Eu te desejo não parar tão cedo

Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar

Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste

Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar

Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Pra recomeçar.

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08 janeiro 2016

A decisão do parto

Logo que a gente engravida, a gente já começa a pensar adiante. Fica querendo organizar e controlar tudo. Até o(a) filho(a) nascer, ficamos tendo diversas oportunidades de controlar as situações: escolhemos o quarto como a gente quer (ao menos tudo que dá pra fazer dentro do orçamento que temos disponível); escolhemos as roupas que ele vai usar; escolhemos o nome; organizamos nossa alimentação (aliás, coisa que cuidei muito na gravidez! Sem paranoia – que não é o meu perfil – mas caprichei! Com a ajuda do maridão a coisa se manteve bem caprichada pelos 9 meses); A gente cuida da saúde, tira o tempo necessário para exercícios. E mais uma coisa que eu achava que poderia escolher era o tipo de parto. E minha opção sempre era o parto normal. E passei os meses me organizando pra isso. Pensava em como ia me preparar. Sonhava no que podia acontecer logo antes dele nascer e logo depois. 

Mas um filho também vem pra nos provar que não podemos controlar tudo. E tenho aprendido muito sobre isso com o Nicolas. E eu, que até então me achava bem leve e bem tranquila a respeito do destino pro qual a vida me levasse, estou vendo que não sou bem assim!! E, como mãe, tenho muito a aprender sobre ter ou não o controle das coisas.
(outro ponto dentro disso: como mãe, a gente passa a se conhecer melhor!!)

A primeira lição foi essa: a do parto. Passei 9 meses imaginando um parto normal. Lendo a respeito, me preparando para sentir a dor, para enfrentar as dificuldades deste momento. E amando as alegrias que esse momento gera. Pelo que eu sinto e acredito, eu tinha que ter meu filho de parto normal para que o nascimento dele fosse o ideal. Para que ele viesse ao mundo da melhor forma e se sentisse abrigado, após também passar por sentimentos intensos que o parto deve gerar num bebê. Eu achava que só o parto normal poderia fazer uma relação completa para um bebê e seus pais. Achava que tinha que ser parto normal para que ele viesse na hora que tinha que vir e não “forçado”. Eu não queria ter que passar por um pós cirúrgico que muita gente me falava de dores, de dificuldade. Não queria não poder ficar logo em pé e pegar meu filho no colo o tempo todo por causa de uma cirurgia. Me falavam também que após uma cesárea se tem dificuldades de subir e descer escadas e eu tenho escada em casa. Eu tinha receio da anestesia complicada da cesárea. Também ouvia casos do leite não descer depois de parto cesárea. Frente a essas e outras análises, além da minha forma de pensar, na minha cabeça a melhor opção sempre foi o parto normal.
Mas isso era o que eu ACHAVA que podia escolher.

O Nicolas sempre foi um bebezão! Os exames sempre mostravam um percentil acima da curva. E nos últimos exames da gravidez ele chegou a ser avaliado com percentil 90 (pra quem não sabe e quer saber: percentil é um padrão de medida estatística, que reflete a relação que o peso/tamanho do bebê estão em relação à distribuição normal de bebês, em relação à média. No caso de um percentil 90, isso quer dizer que apenas 10% dos bebês são mais pesados/maiores do que este. Um percentil 50 quer dizer que peso e tamanho do bebê estão exatamente junto à média). Pelo 7º mês, o obstetra me alertou que eu tinha um bebê grande e que isso iria dificultar o parto. Mas eu nunca me preocupei, pensava que isso significaria sentir mais dor (pela qual eu estava disposta a passar).
E aí, na consulta da 39ª semana, o médico observou que eu não tinha dilatação, ou nenhum outro sinal de trabalho de parto. O que indicava, segundo ele, que provavelmente o Nicolas não nasceria na 40ª. semana. E que isso significaria também que ele iria aumentar ainda mais de peso até nascer de parto normal. E nesta consulta ele nos pediu para considerar o parto cesárea, que seria a indicação dele. Falou dos riscos de um parto normal nessas condições de mãe pequena, de bacia estreita e bebê grande.
Eu nem lembro se já nessa hora eu chorei ou se o choque foi tanto que me impediu até de chorar. Acho que o Felipe também ficou meio sem chão quando o médico começou a dar opções de datas. Como assim teríamos que escolher o dia do nascimento? Até aquele momento, nunca tinha passado pela nossa cabeça que a responsabilidade pela escolha do dia do nascimento do filho seria nossa.
O médico pediu pra irmos pra casa pensar a respeito e ligar no dia seguinte. E foi uma noite complicada pra mim. Tenho dificuldade até hoje, escrevendo este texto, de pensar nessa decisão.

Por mais que, conscientemente, eu saiba e tenha segurança de que foi a melhor escolha, a mais controlada... fica aquela pulga atrás da orelha de algo que eu não tenho como saber como teria sido.
E convencida, então, de optar pela cesárea, o que eu queria era aguardar o início do trabalho de parto para daí fazer cesárea. Mas o Nicolas não deu sinais, não tive nenhuma mínima contração e acabamos decidindo por marcar um dia.

Sei que não sou menos mãe por ter feito cesárea. Que tive como demonstrar o afeto, o acolhimento ao meu filho. Eu pensava que eu mesma nasci de parto cesárea e nem por isso acho que tem algo de diferente ou diminuído na minha relação com meus pais. Mas tem outras coisas pelas quais não passamos que sei que teriam sido especiais, coisas mais do plano espiritual, talvez. E eu ainda acho que o parto normal é melhor. Mas tenho certeza de que a cesárea é uma opção incrível da medicina.  

Hoje em dia é foda ouvir as pessoas dando exemplos de filhos que nasceram enormes de parto normal. De gente dizendo que uma vez não era opção fazer cesárea e as pessoas sobreviviam. Que os bebês quebram a clavícula no parto e isso não é nada. Como se eu não precisasse ter optado pela cesárea... E eu sei que não era um caso de vida ou morte. Mas concluímos que seria um caso de sofrimento. Optamos por aquilo que deixou nossos corações mais tranquilos, nossas cabeças mais calmas naquele momento.

Eu ainda choro ao ver programas mostrando parto normal ou histórias de parto normal. E me irrito quando lembro do mal que passei por causa da anestesia. Mas a razão falou mais alto que o coração e do que a minha própria vontade.

E o Nicolas chegou no dia 14 de janeiro de 2014 às 11h18, chorando antes mesmo das perninhas terminarem de sair da barriga, com apgar 9/10. E logo veio para os meus braços e nada mais importou naquele momento! Que tipo de parto, que nada! O importante é ter o filho nos braços, ver o rostinho dele finalmente "em cores", se apresentar, deixar ele te ver além de te ouvir. Acho que não tem emoção maior do que este momento! Aqueles minutos em que ele está prestes a sair da barriga, chora e depois vem pros seus braços são eternos! Não importa como tenha sido antes disso, o que importa é a saúde, estar abraçado ao seu companheiro e seu filho e é isso que fica pra sempre no coração. É muito especial ver que seu filho logo se acalma, fica com olhar sereno e presta atenção ao ouvir você falar logo da primeira vez. Eu queria poder descrever melhor o que é este momento, mas não existem palavras que descrevam. É puro sentimento! A maior emoção de nossas vidas. 




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04 janeiro 2016

Voltando pro blog

Até parece que os delírios pararam por mais de 5 anos desde a última postagem...
Mas na verdade, acho que eles eram maiores e em mais quantidade, que foi por isso que parei de escrever por aqui. Muita coisa aconteceu em 5 anos. MUITA! 
A mudança de emprego que deixo no ar em outubro de 2010 foi a mudança de agência. Mas que durou poucos meses, porque em junho de 2011 eu mudei de novo, buscada pelo cliente que eu antes atendia. 
Virei cliente. E daqui não saí.
Em 2012 casamos! Casamento dos sonhos! Que teve blog privado pros amigos acompanharem. E acho que esse projeto foi meu delírio por um bom tempo!! Toda vez que lembro dele e fecho os olhos pra visualizar as imagens, me vem um sopro lindo no coração. Delícia de delírio que nos fez realizar essa pequena loucura de casar na Itália e levar mais de 30 pessoas pra celebrar por lá conosco!!! 
Ainda em 2012 nos mudamos em definitivo de cidade. Assumi de vez a nova vida profissional, acreditamos nessa mudança - mesmo contrariando algumas preferências e a saudade que a capital gaúcha nos traria. Mas hoje, bem certos da escolha e felizes! Mantendo a via expressa NH-POA-NH. 
Em 2013 estávamos de casa nova, apartamento que ainda tem muito a melhorar e receber, mas já nos faz super felizes - e chegaremos lá para a forma que queremos deixar ele! E neste apartamento que geramos o amor maior das nossas vidas!!! 
Início de 2014 ele chegou: nosso filho incrível, delicioso, maravilhoso!! E com ele, super mudanças, aprendizados enormes, canseiras, os maiores sorrisos, os melhores sentimentos, o retorno para o convívio maior no círculo familiar... E, com certeza, este delírio de viver tomou muito tempo e me tirou daqui do blog. 
Agora ele está prestes a completar 2 anos e eu vejo o tempo passar querendo ter registrado tanta coisa, ter dito tanta coisa sobre ele, sobre o que passamos... que resolvi retomar o blog. 
Porque os delírios continuam! e sejam eles de momento ou não, quero seguir escrevendo. Sejam bobagens ou não, quero registrar. Sejam passageiros ou não, quero que fiquem eternizados. 
Provavelmente a maioria das postagens serão do nosso grande pequeno filhote. Mas é disso que eu mais vivo e respiro hoje. Do bem que ele nos faz. 
Então, em breve aqui histórias que irei retomar dessa nossa convivência com nosso Nicolas há 2 anos. E histórias novas que ele nos trouxer. 
A vida continua! Se perpetua. E ainda mais bela.

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09 novembro 2010

obrigada, Paul McCartney

o que foi esse show??
Show da Vida!!!!  

tô empolgada, meio zonza da euforia e com as músicas na cabeça até agora... 
mega produção, Paul mega simpático, todo se esforçando no português e até nos gauchismos... "mas bah, tchê!". Espetacular!
Não tem como negar que o cara é uma das figuras mais importantes na história da música. Nunca mais existirá outro grupo tão influente quanto os Beatles. Nunca mais ouviremos tantas músicas especiais, marcantes, representativas juntas, de uma única banda ou músico. é deles, com paul, o principal legado musical da história. só isso já é razão pra não perder de assistir ele ao vivo! mas Paul foi além e conseguiu ser especial localmente. Sei que o show é exatamente o mesmo que ele está fazendo nesta turnê em todo o mundo. Mas a disposição em se aproximar da platéia é impressionante! e fez aquele momento, o dia 07 de novembro de 2010 em Porto Alegre, ser especial.

amei, amei, amei demais. foi especial ao lado do meu mano e de mais outros amigos também especiais.
obrigada a seja quem for que inventou a música e fez os beatles existirem!  

Fez-se a alegria coletivamente! Que energia!!
Thank you, Paul McCartney!

uma boa descrição do que aconteceu e o set list estão aqui 
(nem preciso dizer que eu chorei, né?)

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23 agosto 2010

uma paradinha no meio do ano

Férias curtas também valem a pena! 
é a primeira vez que eu consigo fazer assim direitinho, tirando 20 dias de férias no verão e 10 dias no inverno. E foi muito bom! uma paradinha no meio do ano dá AQUELA revigorada!!! 
obrigada aos amigos que pude ir ao encontro neste período, que enriqueceram DEMAIS esses dias e os fizeram mais longos.

Floripa estava MAIS QUE delícia!! e Caxias mostrou seu lado cidade grande que há tempos eu não via por não ir mais pra lá em dias de semana... 

e o fôlego pro resto do ano continua.


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05 agosto 2010

Fragilidade da vida

A gente não se dá conta, mas a vida é muito, MUITO frágil. De um instante pro outro, um pequeno acontecimento pode desencadear muitas coisas. Isso tanto pro lado bom (pode acontecer algo que desencadeie um processo extremamente positivo), mas também pro lado ruim (e aqui o impacto é maior, porque um pequeno instante é capaz de tirar uma vida). E pensar nisso, me faz ter certeza de que a gente deve mesmo aproveitar muito o momento do hoje, a vida do agora, não deixar as oportunidades passarem e fazer de tudo pra ser feliz já - não esperar o amanhã. 
ok, baita chavão de livro de autoajuda. Mas é um dos itens de que vale muito ser levado em consideração. 

E acho que isso sempre foi um pensamento meu de vida, mas recentemente e num curto intervalo de tempo, aconteceram duas situações que me deixaram impressionada com essa fragilidade que a vida realmente pode ter, de que ela pode acabar num segundo!

O primeiro episódio foi no Natal do ano passado. Dia 25 de dezembro. De almoço, apesar de ter outros pratos, eu preferi repetir o peru da noite anterior, porque estava uma delícia incrível - feito pelo meu irmão, Vancarlo. Pois o peru do Vancarlo (e, sim, esse termo virou piada naquele Natal) quase me matou! Pior: o que quase me matou foi uma piada meio sem graça e que eu inclusive já conhecia, contada pelo sogro do meu irmão. Ou ainda pior: o que quase me matou, na verdade, foi minha risada.
A história foi assim: eu estava deliciando o peru, enquanto ouvia histórias engraçadas na mesa. O Ori (sogro do meu irmão) contava histórias de quando ele foi pra Austrália no casamento da filha. A família do noivo, todos australianos, recebia ele e a esposa muito bem. Mas, infelizmente, o Ori e sua esposa não sabiam falar perfeitamente inglês para expressar tudo que queriam. E daí vinham histórias divertidíssimas sobre as confusões com as palavras trocadas em inglês (como dizer "you have a awful family", quando na verdade queria dizer "wonderful"). E uma das histórias que ele contou naquele momento no Natal foi a de ele tirando uma foto de toda família e, apontando pra câmera, pedir a todos "look at the bird, look at the bird"!!!! pois foi nesse momento que eu comecei a rir e o pedaço do peru entrou pelo lugar errado e não subiu, nem desceu na minha garganta. Foi o local exato do engasgar e aí não consegui respirar. Fiquei uns segundos brigando comigo mesma, tentando colocar a coisa pra baixo ou pra fora e respirar ao mesmo tempo. Todos riam ao meu redor, ainda falando das piadas. Quando eu vi que a coisa tinha realmente prendido na minha goela, me levantei da cadeira e fui em direção ao Felipe, meu namorado salvador, já posicionada de costas pra ele e apontando para o meu peito! Todos continuavam rindo. Mas, felizmente, o meu gato entendeu perfeitamente a situação e logo me abraçou por trás (sem baixaria) e fez a famosa "manobra de Heimlich" - que ele já sabia fazer muito bem! (links abaixo para aprender a fazer. Isso REALMENTE salva vidas, pessoal!!) E na hora que ele fez, eu cuspi o pedaço matador de peru.E em seguida comecei a chorar - no que todos ficaram achando que eu estava rindo! Mas não, eu não achei graça, e chorei de nervoso, do pavor da situação e acho que por ter sentido a fragilidade da vida naquele instante.
Passado o caso e as milhares de piadas contadas até hoje, poucos meses depois acontece o segundo episódio:

Estava eu em casa, na frente do fogão, preparando um jantar. Água fervendo na panela, coloquei a massa pra cozinhar e abri o armário que fica bem acima do fogão para pegar algum outro ingrediente pra preparar um molho. No instante que eu abri o armário, caiu dele um pacote de alguma coisa, que nem lembro o que era, bem direto dentro da panela que estava com água fervendo. E isso fez a água espirrar e pular pra cima de mim. Caiu no meu rosto em todo o lado direito, no meu peito inteiro e no meu braço direito. Gritei na hora de susto! o Felipe veio correndo e viu o que tinha acontecido. Me puxou rápido pra ir pra baixo do chuveiro com água fria - menos mal que era verão! ;) Fui tirando a roupa e fiquei embaixo da água fria, mas fui me dando conta de que não tinha sido horrível e me acalmei. Enquanto isso, o Felipe ligava pro primo dele, médico, pra pegar mais indicações do que fazer neste caso, pra evitar queimaduras graves. Ele perguntou se já tinha feito bolhas, indicou exatamente a água fria (que o felipe já tinha conhecimento), pediu pra ficar colocando gelo depois por um tempo pra não deixar levantar bolhas, e tomar antiinflamatório. Se achasse necessário, também daria pra passar pomada de queimaduras. 
E aí deu pra parar pra pensar: pra minha sorte, eu tinha RECÉM colocado a massa, que estava no freezer antes e portanto estava bem gelada, pra dentro da água fervendo. E isso com certeza baixou bastante a temperatura da água e na hora que ela espirrou não estava mais tão quente. Mas por um instante eu pensei que pudesse ficar com o rosto deformado. Já pensou?? 
O piorzinho lugar com queimadura acabou sendo no braço, que ficou marcado e ardeu por mais tempo. Mas no rosto e no peito, nenhum mínimo resquício. Graças aos meus anjinhos que ficam sempre de olho em mim e me fizeram colocar a massa na água antes de abrir o armário. (ou não, talvez, puro acaso!) Mas foi outro momento pra gente ver a fragilidade da vida. Imagina só, que por uma BOBAGEM dessas, de não ter guardado direito as coisas no armário, eu podia ficar com a pele toda queimada??
Depois disso, o Felipe já bolou umas 10 maneiras de segurar as coisas no armário, mas desde então eu arrumo aquilo tão bem e com espaço de sobra, de forma que nada possa cair pra dentro das panelas. :)


Pra terminar, por favor, aprendam a socorrer vítimas de engasgo. Ou no mínimo lembrem de ligar na hora para os bombeiros se vocês verem alguém se engasgando. Eles explicam bem como agir. 
Abaixo tem link de 2 vídeos com demonstração da manobra de Heimlich:

E lembrem também: em caso de queimadura, imediatamente colocar água fria corrente e gelo, depois dá pra passar pomada contra queimaduras e deve-se tomar antiinflamatório. 

;)

Dica número 3: aproveitem a vida, não deixem sempre pra depois pra fazer tudo que desejam e sejam sempre gentis com as pessoas.

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